quarta-feira, 30 de dezembro de 2009



Não me esqueci do blog....

Amanhã talvez escreva sobre esta música

sábado, 19 de dezembro de 2009

Em tempo de Natal, o circo veio à cidade e...



"O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.

O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.

Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.

Ou nós, ou o palhaço."

Mário Crespo in DN 14/12/2009


PS: Grande TEXTO!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Rejeição...

Quando rejeitamos alguém que amamos, demonstramos o imenso amor que temos por essa pessoa. Parece contraditório e incoerente, mas não é...

Afastamos a pessoa para ela não ver o nosso sofrimento, para não perceber as nossas fragilidades, para não poder chorar connosco, sobretudo não chorar por nós! Para nos protegermos!

Quando rejeitei, fi-lo por fraqueza, por incapacidade de lidar com os problemas, por imaturidade...

Só que quem rejeitei também não tinha capacidade para perceber o porquê. E também não tinha obrigação de perceber.

Vamos em frente, sempre a acelerar, tentado que não haja um entrocamento que nos volte a cruzar. Se assim for, cederei a minha prioridade com o maior prazer...

(os veículos com tracção animal têm prioridade?)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Abdico...

Vou começar a abdicar... Penso que não sei bem o significado disso. Só dou por me ser retirada a oportunidade!
Nunca estive atenta o suficiente?
Nunca abdiquei de nada?
Não arrisco!
A vida é, por si só uma transformadora de sonhos. Cabe-me a mim perceber quando isso acontece?
Ando distraída!
Centrada em mim? Transformada em mim!

Disposta a olhar para o lado. Nunca para a frente! Não consigo... tenho vertigens... daquelas que se tem quando se olha para o topo de um arranha-céus (experimenta! coloca-te mesmo junto ao prédio e olha para cima!!!)

Não quero olhar para o lado e ver que que faltam pessoas!

Abdicarei?? Não sei!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Eu quero..

se eu não tiver autonomia e amor próprio,
se eu não vos estiver
Tudo no Mundo perderá o Significado!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Desafio:

completar as seguintes frases:
- eu já...
- eu nunca...
- eu sei...
- eu quero...
- eu sonho...

Aqui vão as minhas frases:

Eu já sabia que não era fácil
Eu nunca desistirei
Eu sei que qualquer dia alguém me mostrará que é possível
Eu quero que esse dia seja amanha
Eu sonho a cores e tenho pesadelos a preto e branco!

Já está... Muito superficial! :(